Telas e Mambos do Gua

MEMORIZANDO A VIDA. ELA ACONTECE A TODO O INSTANTE

a vida é um tsunami dentro de um sopro

"ubunto em todos nós"

16/05/12

brincando no terreiro




O João encontrou um lápis.
Sabia que Ada tinha um papel,  mas não tinha com que escrever ou desenhar.
Concluiu o João, que afinal não lhe ocorria nenhuma ideia tão luminosa assim, para dar uso ao lápis, e não tinha papel. Perguntou a Ada se queria o lápis para utilizar no papel.
A Ada aceitou o lápis, mas ao fim dum pedaço, disse que tinha muitas ideias, mas não sabia por onde começar.
Olga tinha uma  borracha, mas não tinha lápis, nem papel e gostou do gesto do João e não quis ficar atrás. Prontificou-se, para que se Ada quisesse escrever ou desenhar alguma coisa, não tivesse receio de estragar o papel, pois dava-lhe a borracha, poderia apagar e recomeçar de novo quantas vezes quisesse.
O Gambia só assistia, porque mesmo, mesmo, não tinha "coisa" alguma.
Como a Ada não se resolvia, o Gambia timidamente pediu-lhe que lhe desse o lápis, o papel, e a borracha. Ada aceitou!
Gambia colocou os objectos numa pequena cabaça e pousou-a ao seu lado, agradecendo. Ficou pensativo e fixou o olhar que estava tão longe quanto a sua imaginação o conseguia levar, trocando o momento presente por um futuro esbatido que tentava descortinar.
Ada um pouco insatisfeita com o resultado, pois  pensara que o Gambia iria dar alguma utilidade ao que acabou por guardar, perguntou-lhe:
- Então não vais fazer nada com o que te dei?
Ao que o Gambia respondeu:
- Já fiz. Guardei-vos para sempre! Cada um dos objectos me fará lembrar de vós esteja onde estiver.
Quando eu for mais velho, o lápis será a minha ferramenta para comunicar. O papel em branco me dirá que haverá sempre muitas ideias, sentimentos, emoções, que não saberei pôr na escrita, mas na mesma não deverei deixar de sonhar e tentar viver na prática. Espero olhar para a borracha e me lembrar que não devo apagar parte alguma de minha vida, não vão desaparecer da memória momentos como este e amigos como vós.


Guma









Aos amigos, leitores e seguidores deste modesto pedaço da Serra...  Deixo o meu apreço e admiração, minha incondicional amizade. Não tenho conseguido aceder à net de forma continuada, pelo que me desmotiva.
Tal, tem resultado em conseguir visitar uns blogs e outros não, sendo que poderá parecer que dou mais destaque a uns que a outros, quando na realidade todos sempre foram e me são tão queridos.
Tenho assistido a amigos que tem um blog e por acharem que esse, tudo tem a ver com uma fase de suas vidas que entretanto se alterou, o fecham e abrem outro. Tal ideia já me passou pela cabeça... abrir um outro blog consentâneo com a nova realidade que estou vivendo.  Depois de muito matutar, concluo que este sitio começou em 2009 e atravessou várias fases e conclusões de ciclos na minha vida pessoal, amorosa e até profissional... Então concluo que se seguisse essa perspectiva, já teria fechado esta "serra..." e teria aberto uns quantos blogs, que fecharia para outros abrir correspondendo a essas fases.  Mas não consegui nunca, separar-me da vossa interacção através dos comentários que nos levaram a uma aproximação tão grande, que muitos dos leitores e seguidores, conhecem mais de mim, do que alguns ditos amigos que me conhecem pessoalmente. Acresce também, que poucos, mas valiosos amigos deixaram de ser virtuais e os conheço agora pessoalmente. Com outros me escrevo e quantas vezes são eles que quebram minha solitude e são autenticamente a minha energia vital. Quando menos espero recebo, alento e carinho, exemplos de guerreiros que não se deixam vencer por terem perdido uma batalha.
Então, vou continuar por aqui na "serra..." sempre que uma oportunidade surja e assim possa,  vos hei-de visitar e as estórias que aqui estão gravadas e vossos comentários e palavras amigas continuarão em aberto selando esta sensação boa que é saber que não vos esqueço, que me têm dado muito com vossos poemas, prosas, contos, experiências e também muitas alegrias com a vossa presença...    mesmo quando não consigo vos dizer olá!

Kandandos para todos... Inté!

Guma



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28/03/12

Lounge Bar




Entrei no Lounge Bar, passei pela recepção cumprimentando a empregada com um ligeiro aceno, ao que ela respondeu
- Temos uma boa noite para si!
Conhecia-me, sou um cliente assíduo, mas nunca antes me dissera tal coisa, ou me cumprimentara assim.
Gosto do local, da mistura de estilos, não gosto do atendimento improvisado por quem tem muita vontade, mas pouco profissionalismo. Não se pode ter tudo.
Desci a pequena escadaria de acesso à sala principal e observei com atenção o todo daquela ala e a periferia com maior acuidade, não reconheci ninguém dos frequentadores habituais. Ao fundo e do lado oposto ao balcão de serviço vi a "minha" mesa preferida com uma poltrona chegada ao recanto e três cadeiras de diferentes estilos. A poltrona era a mesma de sempre, duas das cadeiras não as reconheci. Como não reconheci o casal ali aplacado.
O sujeito estava refastelado na poltrona e a sua companhia feminina numa cadeira de assento de palhinha de bonito design "newage", mas incómoda. Para além desse pormenor, e frustrado por não ter o espaço que mais gostava de ocupar naquela sala, não via o porquê da irritação que me chegava.
Não era normal a enchente com que deparei aquela hora e a meio da semana, mas me apercebi logo do que levava as pessoas a falar mais alto do que a música que deveria ser ambiente.
Os empregados de mesa corriam muito, mas nem por isso me pareciam estar a fazer um bom serviço. Havia gente impaciente, outros que nem aí.
Na mesa do centro, mais elevada do resto do chão, redonda, grande e reservada para grupos ou famílias, estava um único tipo com ar de surfista, mas de tez demasiado clara para o ser. Desgrenhado, com uma t-shirt de tons desbotados, com os pés em cima de uma cadeira em frente de onde tinha sentado a bunda e não compreendia que a dita era uma peça de antiquário, com referência e preço e como todas as outras peças daquele local, incluindo quadros de artistas plásticos desconhecidos, candeeiros, mesas, bancos. Tudo naquele lugar, que era utilizável, ou fazia parte da decoração, estava à venda e como tal, para além de não saber se comportar, o sujeito, degradava a peça onde colocou os pés calçados com as suas sapatilhas de aspeto sujo e nojento.
De quando em vez batia palmas e dava gargalhadas desgovernadas, levantava-se e saltava quando alguém somava pontos no bilhar americano. Como de bilhar americano nada percebo e me pareciam gémeos os que estavam de tacos na mão, era-me impossível saber quem aquele "género" aplaudia e pensei que tal, também não interessava nada.
No fundo estava chateado por não ter o meu local privilegiado que dominava toda a sala, quem entrava e saía, no conforto da poltrona, que segundo o meu eu já tinha assimilado, achava estar moldada ao meu corpo, e indiferente a todos os outros que ali se sentavam.
O meu chá de frutos vermelhos, aquele que me aqueceria os pés, mãos e sabe-se lá mais o quê, dependente da paisagem que, entretanto, se costumava compor, não me iria saber ao mesmo, sem o meu canto, onde esperava os amigos chegarem para uma boa cavaqueira.
Sentei-me ao balcão e, de quando em vez, dava uma mirada ao recanto para ver se desocupada estava a minha poltrona, a "minha" mesa predileta.
O empregado perguntou, quase gritando, o que eu iria tomar.
Na base da minha inesperada irritação, que vinha crescendo, consegui dizer mais baixinho do que numa conversação em tom dito normal, que gostaria de tomar a música que estava tocando, mas mais baixo. 
Claro que ele não ouviu o que eu disse e não percebeu a ironia.
Repetiu a pergunta muito amável e eu repeti a resposta no mesmo tom de antes. O barman fez uma careta como quem não compreendia, mas continuava a ser solicito.
Fiz os gestos de quem precisa de um papel e algo para escrever. Trouxe-me um bloco de notas e uma lapiseira com a qual desenhei um coluna de som com um riscos interpretando um som forte saindo dali e uma orelha distorcida e com uns pés e asas, simulando uma estratégica fuga daquela barulheira.
Ele sorriu, percebeu finalmente, e foi baixar o volume do som e gradualmente as vozes da clientela começaram também a descer para o razoável. Só o surfista, com ar de quem já tinha dado cabo de todo o stock de cerveja do bar, continuava hilariante. Enrolou o que se pensava ser fumo, mas pelo cheiro que ia invadindo a sala, houve quem se apercebesse que estava fumando um baseado.
Eu não estava reconhecendo aquele local, mesmo! 
Ali filtrava-se a clientela através de preços acima da média praticados noutros locais.
O gerente era seletivo, e costumava fazer com delicadeza alguns convites a pessoas com menos bom comportamento, para abandonarem o local, comunicando que ele mesmo assumia a despesa, dando ordem ao segurança para que nunca mais ali entrassem.
Então pensei, aquele "meu", deve conhecer a reação do gerente e está ver se não paga a conta. Mas nada, o gerente sentou-se a seu lado, trouxe uma cerveja para si e outra para o já bem alegre "surfista". Afinal ainda havia stock. E tudo me parecia cada vez mais estranho.
Olhei de novo para a "minha" mesa... O sujeito finalmente estava de pé gesticulando e falando o que eu não ouvia, mas de forma grosseira, pegou na carteira e no telemóvel e chamou pelo empregado pedindo a conta.
Como este demorava a apresentar a dita, encaminhou-se para o balcão e sentou-se no banco ao meu lado e de maus modos uma vez mais pediu a conta. Não sendo nada comigo, nem me deveria meter no assunto, mas com alguma ironia e porque nunca deixo por dizer mesmo que seja asneira, de cara séria, disse-lhe:
- Se pedir a conta com bons modos, eles aqui fazem desconto em cartão aos "habituês". 
Mediu-me de alto a baixo e com ar de nojo me ignorou.
A garota que com ele estava na mesa já não estava mais sentada lá, e eu pensei que teria entretanto saído sem me aperceber.
Não andei, devo ter voado para chegar à minha poltrona, mas fiquei de pé sem me sentar, só mantendo o lugar para que ninguém ocupasse. Queria dar um tempo para a minha bunda não sentar no lugar ainda quente que o mal humorado ali tinha deixado.
Entretanto... a garota veio do WC, afinal não tinha saído, ainda alisando os cabelos e ajeitando a bandolete que lhe segurava os cabelos loiros ondulados e longos, como ondulado era o seu andar provocante. E sentou-se no lugar onde antes tinha estado e sorriu-me.
Fiquei sem saber como fazer.
Perguntar se afinal a mesa não estava vaga?
Pedir desculpa por invadir o espaço?
  Quando se levantaram, não deixaram nada que indicasse que para ali voltariam... Mas não tive muito mais tempo para pensar ou balbuciar o que quer que fosse.
O mal encarado veio em minha direção, pareceu-me enorme, bem mais arrogante que antes e com o dedo indicador tocou em meu peito, me empurrando e vi-me sentado outra vez..
Vai daí, pergunta-me em alta voz:
- Que é que está fazendo aqui sentado com a minha namorada?
Não esperou pela resposta, e me agarrou pelos ombros. Vi-me de novo em pé e a respirar o seu hálito fermentado. Vinha com tudo e me vi a levar um enxerto de porrada ali mesmo. Ele parecia dois de mim, mas tão perto era maior ainda.
No entretanto, o hilariante surfista bem encorpado também e a quem a quantidade de cerveja não tinha conseguido afogar nem o baseado tontear as ideias, disse qualquer coisa em tom de segredo ao ouvido do matulão e este pegou correndo disparado, subiu a escadaria e saiu do bar.


O gerente mandou fechar a porta e chamou o segurança e disse-lhe algo...


O sujeito voltou daí a pouco e bateu à porta para entrar e o segurança tratou de lhe dizer as ordens recebidas.

- A casa está lotada! Não há mais lugares e estamos prestes a encerrar - disse, fechando a porta na cara do mau caráter.



.... / .... 


O surfista teve a subtileza de dizer ao matulão, que o carro dele estava a ser assaltado no parque.
Fez a diferença, tirou-me do pesadelo. O sujeito foi criativo e de pensamento rápido, ganhou vida própria num sonho que era meu.










guma


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26/01/12

Viagem ao centro de mim








entre o lodo e as estrelas
de um ponto ao outro, oscilo
repetindo o percurso
traído pela alma de quem chega,
partindo


percebo que a demanda
 não é oscilar de um ponto ao outro
porque entre o lodo
e as estrelas,
estão de premeio
aqueles que me cuidam
os amigos que me amam


nos extremos estão
os que me balançam
de forma imprevisível
e importantes também são
ao me fazerem perceber
que no meio estaria a virtude
não fosse humanamente
um estádio impossível










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Os amigos, seguidores, leitores, companheiros, elos de uma corrente, que mesmo quando o provedor desta teia não colabora, ou a vida me prende a outros lugares e tarefas que não me permitem por aqui aparecer, estão sempre em mim presentes nas palavras escritas, ditas, nos gestos que me tocam e tatuam.


Na impossibilidade de vos visitar ler e comentar, por mais algum tempo, a todos, agradeço a presença e o carinho e fica a promessa de voltar à vossa companhia, tal me seja possível.

Amizade é algo que carregamos com leveza, mas intensamente.
É um conforto indescritível, o que há de melhor para ser vivido.


Durante este período que se está a prolongar para além do esperado, tenho presente a falta que me fazem, então diria, que amizade é algo sentido também pela saudade que provoca, como faltasse parte de mim mesmo.

Uma viagem, pressupõe, a sua preparação, a partida os "entretantos" e uma chegada.

A minha viajem seria isso, não fosse a chegada ser porventura, um outro ponto de partida, o desafio, o desconhecido.

Nesta viajem, o mais frágil da bagagem são os amigos, seu lugar cativo e de conforto estou a preservar.
Por isso aqui estou precisado de dar meus kandandos, que jamais serão o justo retorno, ao que de vós tenho recebido.

Que interessa, estar, passar, partir, chegar, senão se tiver com quem compartilhar?

Acresce o desejo natural, mas nem sempre possível de à nossa passagem, deixar-mos um bom legado, boas recordações.
Quem busca insistentemente o óptimo, passa-lhe despercebido o bom.


Cedo me tentaram ensinar que o óptimo era inimigo do bom. Não entendi logo, mas depois de perceber, tenho vindo a tentar esse equilíbrio.

Esse meio termo, dizem ser a virtude.
Eu nem sempre consigo lá permanecer.
Será que é humanamente possível?
Fico-me pela pela insistência de todos os dias aprender, reaprender, me recolocar e vos merecer.

Um "Inté" deveria ser algo como, "até breve".

Por mim, sinto que já passou uma eternidade, sem vos visitar.
Mas a saudade que vai aumentando, tem o lado bom de sentir,  que se ela se agiganta desmesuradamente, é porque vos tenho sempre presentes e a falta que me fazem é insubstituível.

Assim eu possa amenizá-la em breve!







Um dia...
a gente encontra-se


Acrílico sobre tela
Colecção particular




Textos e imagem: Guma

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06/12/11

1960








Ele fazia reparações em ferros de engomar, rádios de válvulas, televisões  e todas aquelas coisas que ao tempo se reparavam.

Hoje em dia quase nada se repara, porque é mais caro fazê-lo do que comprar outro electrodoméstico novo.
Outros tempos, outros hábitos, que em nada se comparam em termos de consumo e poupança também.

Não era um trabalho bem remunerado, mas havia trabalho, e do pouco se fazia uma vida que tinha um termo que hoje caiu em desuso, "uma vida remediada".

Faltavam poucos dias para o Natal e concentrou todos os esforços para despachar o que tinha de trabalho.

Chegada a véspera de Natal, chegou a casa tarde e descorçoado.
Alguns dos seus clientes tinham ficado de levantar os aparelhos arranjados e seria com esse pagamento que fizera planos para comprar algo singelo, como a sua magra carteira, para que os filhos tivessem uma pequena lembrança no sapatinho.
Mas foram poucos os clientes que em véspera de Natal tiveram tal preocupação.

Os filhos esperavam-no.
Não esperavam qualquer prenda, reconheciam as dificuldades.
Eram miúdos de tenra idade, mas percebiam que o importante era estarem todos juntos na ceia daquele dia especial.
O dia da família, são todos os dias, mas aquele marcava a diferença e isso eles sentiam-no.

Entrou em casa com um grosso barrote de pinho numa mão e na outra, a pasta de couro que sempre o acompanhava, pousou ambas as coisas, beijou os filhos como fazia de partida e à chegada a casa.
Eles um dia ouviram-no dizer a alguém, que o fazia quando saía para o trabalho, por não saber se voltaria. Fazia-o à chegada, porque era o seu manifesto prazer, por ter conseguido o trato de mais mais um dia, agradecido por voltar a vê-los, beijá-los e de novo abraçá-los.

Depois de os cumprimentar encafuou-se no seu quarto de trabalho.
Passaram-se horas e já perto da meia-noite, as travessas da consoada reaquecida foram colocadas à mesa, quando finalmente saiu do quarto.
O ar cansado e desiludido que trouxera, deu lugar ao brilho de seus olhos azuis e a amena cavaqueira descomprimia o ambiente que pairou enquanto ele esteve ocupado, trancado no dito quarto, fazendo ruídos estranhos que os meninos não sabiam a origem.

A árvore de natal sem prendas, assim continuou até à altura em que se foram deitar.

Acalmaram-se os corações com o beijo de boa noite do pai, que lhes aconchegou as cobertas.
Rapidamente adormeceram, sabiam que não valia a pena esperar pelo Pai Natal.  

Acordaram na expectativa de um dia como os outros, a felicidade não carecia mais de que o pão na mesa, o amor do pai, as brincadeiras do pião, do arco, jogar à bola descalços para não estragar os únicos sapatos que tinham.

Olharam para árvore de Natal de poucos enfeites,  agora de luzinhas apagadas, não tinha a mesma graça, mas souberam atentos dois pequenos embrulhos.

Cada um tinha um nome. 
Os seus nomes.

Os meninos, não são mais curiosos que os adultos, só não disfarçam tão bem.
Ansiosos perguntaram se podiam mexer, abrir, o que indicava ser deles.

Quanta surpresa e alegria.

Um dos embrulhos continha um barco.
O outro um carro.

Ambos feitos em madeira que ainda me vem o cheiro à memória.


- O que um pai natal com o coração nas mãos, e um barrote de pinho barato, pode fazer pela diferença!



Texto: Guma




Imagens: Google








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Amigos, leitores e visitantes desta Serra que é vossa.
Obrigado por subirem e descerem as montanhas da minha natureza.
Eu vou caminhar por aí.
Como não levo GPS, poderei até eventualmente ter algumas dificuldades em acertar com o caminho de volta, mas cá chegarei.

A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO


Obrigado
Inté!


Ubunto em todos nós!

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03/12/11

Brincar ao faz de conta...






quando chovia
e  brilhava um sol glorioso,
os antigos me diziam,
das bruxas ser o dia.

agora,

estico um pingo, a seguir outro
e a criança que há em mim,
é aquela que balouço.


sol e chuva
tons em harmonia,
natureza em combinação.
apelo à magia,
ao faz de conta que perdura,
memórias balouçando
e o resto...
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o resto,
é pensamento livre,
 imaginação













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