já não consigo fazer do ruído dos carros a passar, o ribombar das ondas do mar. a luz do tecto, é a da Lua que também se espelha na minha rua e os prédios são translucidas gaiolas, que não me inibem de tocar com o olhar o que para lá deles acontece. começo a perceber porque isso sucede... é a luz do outro lado que mo revela, quem se diz meu espelho, e eu quero crer. o cacimbo que pinga das nuvens saturadas de mim, se presta, ao entrelaçar de cordas para meu balouço. deixo-me balouçar na última das brincadeiras, outros virão daqui tomar o balanço a seu tempo. na verdade, já lá estava havia muito, muito tempo treinando o balanço que me levaria a subir tão alto, na dança da chuva. a que lava as almas antes de ganharem asas que ninguém vê. estou sem espaço neste fato que não foi feito à medida. tudo é tão breve que não cabemos no pensar. ouço o tocar dos sinos que não parecem verdadeiros, e aquela cruz iluminada fluorescente, que só acende, porque me rouba alimento à já minha desgastada en...
Comentários
Grande abraço, meu amigo :)
Um abraço.
Assim é a Poesia, invade espaços com toda primazia.
Linda captura!
tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Quando estamos bem, sucede 😉muito naturalmente.
Beijinhos minha boa amiga😘
Quem terá escrito o que está na imagem?
Apenas captei, mas penso que o autor desta pintura também vê poesia em tudo o que o rodeia.
No meu caso, sou sincero... depende da minha disposição no momento 😉
Kandando com amizade e estima amiga Roselia.
Grato pela leitura, apreciação e comentário, deixo um kandando.