já não consigo fazer do ruído dos carros a passar, o ribombar das ondas do mar. a luz do tecto, é a da Lua que também se espelha na minha rua e os prédios são translucidas gaiolas, que não me inibem de tocar com o olhar o que para lá deles acontece. começo a perceber porque isso sucede... é a luz do outro lado que mo revela, quem se diz meu espelho, e eu quero crer. o cacimbo que pinga das nuvens saturadas de mim, se presta, ao entrelaçar de cordas para meu balouço. deixo-me balouçar na última das brincadeiras, outros virão daqui tomar o balanço a seu tempo. na verdade, já lá estava havia muito, muito tempo treinando o balanço que me levaria a subir tão alto, na dança da chuva. a que lava as almas antes de ganharem asas que ninguém vê. estou sem espaço neste fato que não foi feito à medida. tudo é tão breve que não cabemos no pensar. ouço o tocar dos sinos que não parecem verdadeiros, e aquela cruz iluminada fluorescente, que só acende, porque me rouba alimento à já minha desgastada en...
Comentários
Tudo de bom, meu kandando!
E a imagem... Belíssima.
Abraço Tê 💛👏Vivi
E assim, houve muita coisa que não aceitei e continuo a não aceitar.
Um abraço. Graça Fernandes
Parabéns.
Kandando.
Um abraço.
Xi ❤️ redondinho!
brancas nuvens negras,
Grato pela visita.
Um kandando e tudo de bom.
Imensamente grato pelas suas palavras que também me transportaram no tempo, o tal tempo em que não tinha porquê, era assim e pronto... só que tal nunca me convenceu, as coisas, todas, têm uma explicação, se não desde já, há-de vir a tê-la num futuro.
Um kandando desejando tudo de bom.
Nunca me dei por vencido por uma resposta que não explicasse minha curiosidade, mas entendo que enquanto garotos ou muito novos, nem sempre colocamos as perguntas da melhor forma, o que não facilita receber respostas mais concludentes.
Obrigado pela visita Céu, imenso gosto em tê-la por aqui.